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Geral · Quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Saiba como se proteger de golpes que usam o nome da Justiça Eleitoral

TSE alerta para mensagens falsas que cobram valores, apontam supostas pendências e direcionam eleitores para páginas fraudulentas

Diário do Vale · Edição 11.113 · Página 21.349 palavras · 7 min de leitura
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Brasília

Eleitores devem ficar atentos a mensagens que utilizam o nome do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou da Justiça Eleitoral para informar supostas pendências no título, cobrar valores ou solicitar acesso a links. A orientação é não clicar, fazer pagamentos ou fornecer dados antes de confirmar a informação nos canais oficiais.

A recomendação é acessar diretamente o Portal do TSE, o Autoatendimento Eleitoral ou o aplicativo e-Título. Mensagens com logotipo da Justiça Eleitoral, nome, CPF ou número do título do eleitor não são suficientes para comprovar a autenticidade da comunicação.

Em 2026, o TSE identificou mensagens falsas sobre supostas “pendências eleitorais” que direcionavam as vítimas para páginas que imitavam o Portal da Justiça Eleitoral. O objetivo era induzir os eleitores a fornecer informações ou realizar pagamentos indevidos.

COBRANÇAS

Os serviços de regularização eleitoral são gratuitos, mas podem existir débitos relacionados à Justiça Eleitoral, como multas por ausência às urnas ou aos trabalhos eleitorais. Esses valores podem ser pagos por Pix, boleto ou cartão de crédito.

A orientação é que a consulta seja feita pelo próprio eleitor nos canais oficiais. Em caso de cobrança recebida por mensagem, o usuário não deve utilizar o link enviado para verificar a situação. O ideal é acessar diretamente o Autoatendimento Eleitoral ou o e-Título.

No caso de pagamento por Pix, o recebedor deve ser o Tesouro Nacional, por meio da Secretaria do Tesouro Nacional. Não devem aparecer dados bancários de pessoa física.

NOME E CPF NÃO GARANTEM AUTENTICIDADE

Golpistas podem ter acesso a dados pessoais e utilizá-los para tornar as mensagens falsas mais convincentes. Por isso, nome, CPF, número do título, foto de perfil e logomarca não devem ser considerados isoladamente para confirmar uma comunicação.

Um dos golpes identificados neste ano utilizava um perfil falso no WhatsApp com a logomarca do TSE e que se apresentava como “Departamento de Atendimento ao Cliente”. A mensagem afirmava que eleitores em situação irregular poderiam perder acesso a serviços bancários ou do governo.

O contato direcionava as vítimas para um aplicativo chamado “Soluciona Pendência”. O setor mencionado na mensagem não existe no TSE nem nos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).

CONVOCAÇÃO DE MESÁRIO

A utilização do WhatsApp ou de e-mail não significa, por si só, que uma comunicação seja falsa. Alguns TREs utilizam esses canais para comunicações oficiais, inclusive relacionadas à convocação de mesários.

No entanto, criminosos também já utilizaram falsas convocações para direcionar eleitores a páginas fraudulentas e solicitar dados. Em caso de dúvida, a orientação é consultar o portal do TRE do estado ou entrar em contato diretamente com o cartório eleitoral, sem seguir as instruções recebidas na mensagem suspeita.

Cadastro eleitoral Outro motivo para atenção é a oferta de serviços de regularização do título durante o período em que o cadastro eleitoral está fechado. O cadastro está fechado desde 7 de maio para a preparação das Eleições 2026 e será reaberto em 3 de novembro.

Durante esse período, estão suspensos serviços como emissão do primeiro título, transferência de domicílio e atualização cadastral. Consultas e pagamento de eventuais multas continuam disponíveis.

SINAIS DE ALERTA

Entre os principais sinais que podem indicar uma tentativa de golpe estão:

exigência de pagamento ou providência imediata; ameaças de bloqueio de serviços ou outras consequências graves; cobrança por serviços eleitorais gratuitos; solicitação de senhas ou dados bancários; envio de chave Pix, boleto ou link de pagamento; pedido para instalar aplicativo desconhecido; direcionamento para páginas que imitam a identidade visual da Justiça Eleitoral; tentativa de impedir que o eleitor confirme a informação por outro canal.

A recomendação é sair da mensagem suspeita e acessar os serviços diretamente pelos canais oficiais. Em caso de dúvida, o eleitor deve evitar clicar, pagar ou fornecer informações até confirmar a situação.

Recomendação é acessar diretamente o Portal do TSE, o Autoatendimento Eleitoral ou o aplicativo e-Título

Volta Redonda

A experiência de Volta Redonda na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer do colo do útero será compartilhada com profissionais de saúde de Angola. Quatro enfermeiras do Instituto Angolano de Controle do Câncer (IACC) passarão por um treinamento de três meses na rede pública do município para conhecer o programa Prevenir, coordenado pela Linha de Atenção Oncológica (LAO), da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Prefeitura de Volta Redonda e o IACC. O objetivo é capacitar as profissionais para que possam levar a experiência brasileira para Angola e contribuir para a implantação de um programa de rastreamento organizado do câncer do colo do útero no país africano, respeitando as características e necessidades da realidade local. O acordo de cooperação foi firmado no gabinete do prefeito Antonio Francisco Neto, com a presença do presidente do IACC, o médico e especialista em oncologia Fernando Miguel, e da diretora-administrativa da instituição, Edna Viegas. Também participaram a secretária municipal de Saúde, Márcia Cury; a coordenadora do Núcleo de Prevenção e Atenção Oncológica, a médica-oncologista Luciana Francisco Netto; a coordenadora da Média Complexidade da SMS, Elisangela Bonifácio Lyra; o coordenador da Atenção Primária à Saúde, Hálison Vitorino; a enfermeira Nathália Beatriz de Almeida, que também integra a coordenação do Prevenir; o coordenador-médico da Divisão de Atenção Básica, Vinícius Siqueira; outros profissionais da Secretaria Municipal de Saúde; além da médica-sanitarista Liz de Almeida, que participou de forma remota e é considerada a “madrinha” do Prevenir pelo apoio ao programa.

O treinamento deve começar ainda em setembro e terá duração de três meses. As enfermeiras serão inseridas no programa de residência de médicos de família, na Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF) do bairro Volta Grande. “Queremos que elas aprendam a fazer a coleta do preventivo e a interpretar os exames. As enfermeiras vão conhecer o trabalho de navegação do paciente feito pela Linha de Atenção Oncológica, que atua para agilizar o diagnóstico precoce do câncer e o encaminhamento de pacientes com suspeita da doença na rede pública municipal, para diminuir o tempo de espera entre a suspeita clínica na Atenção Básica e o início do tratamento adequado”, explicou Luciana Netto.

A médica reforçou que a proposta é que as profissionais levem a experiência para Angola e implantem um modelo de rastreamento organizado do câncer do colo do útero, adaptado à realidade do país. Durante a capacitação, elas também conhecerão o Hospital da Fundação Oswaldo Aranha (H. FOA), responsável pela Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) de Volta Redonda. O prefeito Antonio Francisco Neto destacou a importância da troca de experiências entre os dois países. “Esperamos poder contribuir para que o nosso programa de rastreio do câncer possa salvar vidas em Angola, assim como está acontecendo aqui na nossa cidade com a LAO, que já atendeu cerca de 3 mil pessoas, identificando 378 lesões malignas com quase 100% de cura e outras 305 pré-malignas, que graças ao diagnóstico precoce não vão virar câncer. Isso prova que estamos no caminho certo e vamos apoiar quem quiser aprender conosco para salvar mais vidas”, afirmou. A secretária municipal de Saúde, Márcia Cury, ressaltou que os resultados do programa reforçam a importância da Atenção Primária à Saúde.

A PREVENÇÃO É O MELHOR CAMINHO NO COMBATE ÀS DOENÇAS”, AFIRMOU.

A aproximação entre a equipe da LAO de Volta Redonda e o Instituto Angolano de Controle do Câncer começou em outubro de 2025, quando Luciana Netto esteve em Luanda, capital de Angola, acompanhada da médica Liz Almeida, que havia sido convidada pelo presidente do instituto. Durante a visita, elas apresentaram os resultados alcançados pelo programa Prevenir em Volta Redonda, que despertou o interesse do IACC para a implantação de uma iniciativa semelhante em Angola.

Em janeiro deste ano, uma comitiva do Instituto Angolano de Controle do Câncer esteve em Volta Redonda para conhecer o trabalho desenvolvido pelo município. “O retorno que recebemos dos profissionais que estiveram aqui em janeiro passado e o que vimos nestes dois dias em Volta Redonda nos fez querer ampliar a parceria com o município. O programa Prevenir de rastreio do câncer do colo do útero é a nossa ‘menina dos olhos’, mas também queremos absorver a experiência de vocês em outras áreas da saúde”, afirmou o presidente do instituto, Fernando Miguel.

Recorte da página 2 da edição 11.113
Como saiu no impresso — página 2 da edição 11.113. Abrir a página inteira ›

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